Soluções digitais: Florianópolis do Futuro


Em 2014 surgiu um desafio: explicar didaticamente o novo Plano Diretor de Florianópolis, que havia sido aprovado em dezembro de 2013 de modo acelerado e polêmico. Pela primeira vez, ambientalistas e construtores estavam do mesmo lado: todos contra a nova lei, por considerarem que ela não atendia aos anseios da sociedade organizada. Por cerca de três meses, me debrucei sobre os mapas, o texto da lei municipal, os anexos e o Estatuto da Cidade. Era um grande desafio de jornalismo de dados e jornalismo visual.

Também passei mais de 40 horas em conversas com o então diretor do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira, para sanar dúvidas e tentar extrair exemplos práticos do que o principal arquiteto do plano tinha mentalizado.

Era tanta informação que precisaríamos simplificar a linguagem técnica para que o essencial fosse compreendido pelos leigos. O material resultou numa extensa reportagem multimídia e interativa e uma série de 14 reportagens na edição impressa do Diário Catarinense, um feito raro, já que o jornal é estadual e o tema era regional. Dividimos cada capítulo por distrito, de forma a poder detalhar o máximo possível.


Clique aqui e confira a reportagem completa sobre o Plano Diretor


Eu e o editor de Arte Fábio Nienow trabalhamos em diversos protótipos. A ideia inicial era ter um mapa interativo, com geolocalização, em que o usuário pudesse navegar até o nível de sua rua para identificar o que mudaria na vizinhança tanto em zoneamento quanto em número de pavimentos permitidos. Mas esse nível de detalhamento não foi possível com as ferramentas que tínhamos na época. Para se ter ideia, a prefeitura de Florianópolis levaria mais um ano para criar um sistema de consulta online do Plano Diretor por geolocalização.


Optamos pela infografia interativa. Utilizando cores diferentes, indicamos zoneamentos. Delimitamos em tópicos-chave o que o plano indicaria para o futuro de cada distrito: se tinha previsão de mais crescimento ou preservação, se a vocação era turística ou comercial, por exemplo. E como determina o bom jornalismo, demos espaço ao contraditório, apontando as discordâncias das comunidades em relação ao que tinha sido aprovado e as preocupações dos moradores.


A ferramenta interativa pode ser conferida abaixo. A série de reportagens recebeu o Prêmio Acif de Jornalismo de 2014 e o Prêmio RBS de Jornalismo e Entretenimento de 2014.


Série Florianópolis do Futuro

Equipe: Reportagem e análise de dados de Cristian Edel Weiss, arte e desenvolvimento digital de Fábio Nienow e edição de Mônica Jorge
Publicação: Diário Catarinense, maio de 2014
Prêmios recebidos: 
 Prêmio Acif de Jornalismo de 2014 
 Prêmio RBS de Jornalismo e Entretenimento de 2014


Clique abaixo no mapa interativo do Plano Diretor de Florianópolis


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